Perfil da saúde do brasileiro

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Cinquenta e quatro mil pessoas respondem a questionários por telefone e dizem que estão praticando mais exercícios, comendo mais hortaliças e fumando menos.

No Dia Mundial da Saúde, comemorado hoje (7 de abril), o ministro da Saúde José Gomes Temporão anunciou dados inéditos sobre indicadores de qualidade de vida no Brasil. A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, Vigitel 2015 revelou que os brasileiros estão mais atentos com a sua saúde. “O brasileiro faz mais atividade física, consome menos carne gordurosa, está fumando menos. Ampliou-se o acesso ao diagnóstico da hipertensão arterial. As mulheres que fazem mamografia e exame preventivo do câncer foi ampliado. Por outro lado, persiste o número de brasileiros com excesso de peso, obesos e o consumo de bebida alcoólica, principalmente beber e dirigir, voltou ao padrão anterior da vigência da Lei Seca”, afirma Temporão.

A pesquisa também mostra que é comum entre os brasileiros o hábito de dirigir após beber. “A luz amarela acendeu. É uma questão que se enfrenta com fiscalização e com a construção de um novo padrão de consciência da população”, comenta o ministro da Saúde. Por isso, o Ministério da Saúde e o Ministério das Cidades lançam nesta quarta-feira, 8 de abril, campanha de prevenção a acidentes voltada tanto para aqueles que dirigem alcoolizados quanto para os caminhoneiros que consomem anfetaminas durante a longa jornada de trabalho.

O Vigitel 2008 foi realizado por amostragem com 54 mil pessoas residentes nas capitais e no Distrito Federal. É o terceiro ano consecutivo que o Ministério realiza o levantamento. O questionário inclui perguntas sobre hábitos alimentares, atividade física, autoavaliação do estado de saúde, tabagismo, consumo de álcool, prevenção de câncer, excesso de peso e obesidade.

Com os resultados do estudo, o Ministério da Saúde registra informações para subsidiar o monitoramento dos fatores de risco e proteção para as doenças crônicas não transmissíveis (câncer, infarto, derrame, etc) e contribuir para o planejamento de ações que reduzam a ocorrência dessas enfermidades.

 

Veja os principais resultados do estudo nas 27 capitais

Álcool e direção

– Cresce consumo de álcool no Brasil

No Brasil, as informações sobre o consumo abusivo de álcool mostram tendência de crescimento. Em 2008, 19% declaram ter consumido álcool de forma abusiva em alguma ocasião nos últimos 30 dias. Em 2007, foram 17,5%; em 2006, primeiro ano do Vigitel, foram 16,1%. O consumo é mais frequente em faixas etárias mais jovens – alcançando 30% dos homens e 10% das mulheres entre 18 e 44 anos.

Veja texto completo: Cresce consumo abusivo de álcool entre os brasileiros

– Consumo abusivo de álcool é 3x maior entre homens em relação às mulheres

Dados inéditos do Ministério da Saúde confirmam que o consumo abusivo de álcool continua mais frequente e intenso entre os homens em relação às mulheres. De acordo com dados do Vigitel 2008, o percentual de consumo abusivo de álcool para o sexo masculino é de 29% dos entrevistados, 10 pontos percentuais acima da média nacional (19%) e três vezes maior do que o registrado entre as mulheres (10,5%). De acordo com o estudo, o percentual de consumo abusivo de álcool entre homens em 2008 foi o maior desde 2006, quando teve início o Vigitel. Há três anos, 25,3% dos homens entrevistados afirmaram ter consumido abusivamente o álcool, contra 27,2% (2007) e 29% (2008).

Veja texto completo: Cresce consumo abusivo de álcool entre os brasileiros

 

– Mulheres aumentaram o consumo abusivo de álcool

As mulheres estão bebendo mais. De acordo com o Vigitel, em 2008 o percentual de consumo abusivo de álcool foi de 10,5%, contra 9,3% em 2007 e 8,1% em 2006.

Veja texto completo: Cresce consumo abusivo de álcool entre os brasileiros

Beber e dirigir

O brasileiro voltou a beber e dirigir com mais frequência nos últimos meses de 2008 em relação aos primeiros meses da Lei Seca, em vigor desde junho do passado, e reverteu a tendência inicial de queda verificada pelo Ministério da Saúde. Nos meses de julho, agosto, setembro e outubro do ano passado, os percentuais de pessoas que afirmaram ter consumido álcool de forma abusiva e ter dirigido depois foram de 1,3%, 0,9%, 1,2%, 1,2%, respectivamente. Em novembro e dezembro, os percentuais saltaram para 2,1% e 2,6%, dados bastante elevados em relação aos meses anteriores.

Com relação ao cenário nacional, o dado percentual médio do Brasil foi de 1,5%, menor do que os 2% verificados em 2007, ano em que Vigitel iniciou a pesquisa sobre álcool e direção.

 

– Comparativo do consumo abusivo de bebidas alcoólicas* e direção de veículo motorizado em capitais brasileiras, entre julho a dezembro de 2007 e 2008 e primeiros meses de 2009.

Tabela 1 – Álcool e direção

2007 2008 2009
JANEIRO 1,9
FEVEREIRO 2,0
MARÇO 2,3
ABRIL 1,8
MAIO 1,8
JUNHO 1,9
JULHO 2,2 1,3
AGOSTO 1,9 0,9
SETEMBRO 2,0 1,2
OUTUBRO 2,1 1,2
NOVEMBRO 1,8 2,1
DEZEMBRO 2,1 2,6

Fonte: Vigitel 2008

* Para o estudo, foi considerado abusivo o consumo de mais de quatro doses de álcool para as mulheres e mais de cinco para homens, em mesma ocasião, evento ou festa, nos últimos 30 dias. A avaliação considera como dose de bebida uma lata de cerveja, uma taça de vinho uma ou uma dose de destilados como uísque ou vodka.

Veja texto completo: Cresce o número de pessoas que dirigem após beber

 

– Campanha de prevenção a acidentes

Quem bebe e dirige em seguida e os caminhoneiros são os principais focos da nova campanha de alerta sobre os riscos dos acidentes de trânsito. Com o slogan “Por você e pelos outros, respeite as leis de trânsito”, as peças publicitárias serão veiculadas de 8 a 30 de abril em televisões, rádios, internet, revistas, jornais, mobiliário urbano e outdoors.

A preocupação é com o uso de anfetaminas feito por pessoas dessa categoria profissional para se manter acordadas durante longas jornadas de trabalho. A droga é utilizada para reduzir o sono e o cansaço, permitindo ao profissional trabalhar mais horas no dia.

Veja texto completo: Governo lança campanha de prevenção de acidentes

 

 

Obesidade

– 13% dos brasileiros são obesos

Excesso de peso se manteve estável nos últimos anos (43,3% dos brasileiros), mas a obesidade aumentou nos brasileiros, especialmente nas mulheres. Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que hoje 13% dos adultos são obesos, sendo o índice maior entre as mulheres (13,6%) do que entre os homens (12,4%). Em 2006, quando foi apresentada a primeira edição do sistema Vigitel, 11,4% dos brasileiros eram obesos. No ano seguinte, esse índice subiu para 12,9%.

 

DSTs, Candidíase e outras doenças….

A pesquisa, analisou também mulheres que já sofreram com DST e também outras doenças genitais, foi constatado que quase 75% já sofreram, dentre elas, com a candidíase, sifilis,…

Foi constatado que em sua maioria o tratamento foi realizado sem prescrição, através de pomada para candidíase, já outras mulheres de acordo com indicação de familiares e amigos, acabou vencendo a candidíase usando remédios para candidíase caseiros.

 

Tabagismo

– Consumo de cigarros entre os jovens caiu à metade nos últimos 20 anos

O estudo Vigitel 2008 mostra que 14,8% dos jovens entre 18 e 24 anos têm o hábito de fumar.  Em 1989, os jovens fumantes eram 29%. De acordo com Deborah Malta, coordenadora da área de doenças e agravos não transmissíveis do Ministério da Saúde, um dos fatores mais importantes no controle do tabagismo é evitar o início do vício entre adolescentes e jovens.

A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, realizada há 20 anos, mostrou que 35% da população adulta no Brasil era fumante.  Segundo o Vigitel 2008, esse índice caiu para 15,2%.  Apesar de o Brasil estar entre os países com menor incidência de tabagismo do mundo, o objetivo é reduzir esse número, em especial entre os jovens e mulheres fumantes. Em 20 anos, metade dos fumantes abandonou o tabagismo.

Veja texto completo: Cai consumo de tabaco entre os jovens

 

Alimentação

– Aumenta o consumo de frutas e hortaliças. Cai o consumo de carnes gordurosas

No Brasil, 15,7% dos brasileiros consomem a quantidade recomendada de frutas e hortaliças – quase três vezes mais do que em 2006. Se há três anos apenas 5,6% dos adultos consumiam a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de cinco porções em cinco dias ou mais da semana, hoje há motivos para comemorar.

Veja texto completo: Melhora a alimentação do brasileiro

 

Prevenção de câncer e autoavaliação de saúde

– 71% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram mamografia nos últimos 2 anos

De acordo com o estudo do Ministério da Saúde, 71% das mulheres brasileiras entre 50 e 69 anos fizeram o exame de mamografia nos últimos dois anos. As maiores frequências de realização do exame foram registradas em Belo Horizonte (84,1%), Vitória (81,9%) e Florianópolis (80,6%). As cidades de Palmas (49,2%), Rio Branco (51,1%) e Macapá (53,5%) estão entre as cidades com menores frequência, abaixo da média nacional. O Vigitel revela que cobertura do exame aumenta com o nível de escolaridade, chegando a 89,2%, para as mulheres com 12 anos ou mais de estudo.

– Apenas 4,5% dos brasileiros declaram ter estado ruim de saúde

Em 2008, apenas 4,5% dos entrevistados do Vigitel afirmaram que estavam com a saúde fora de suas expectativas. Embora as mulheres vivam mais, são elas quem mais avaliam pior o próprio estado de saúde. Isso porque as mulheres são mais sensíveis e percebem mais os problemas de saúde do que os homens, que dão pouco importância ao seu próprio corpo. Quanto maior a escolaridade, maior é a procura por avaliações de saúde por parte da população.

 

– 80,9% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame HPV nos últimos 3 anos

Prevenção do câncer do colo de útero – Segundo o Vigitel, a média nacional para frequência de realização do exame Papanicolau, nos últimos três anos, foi de 80,9%, entre as mulheres entre 25 e 59 anos. O estudo mostra que a cobertura aumentou para 89,8% nas pessoas com 12 anos ou mais de escolaridade. As cidades com as maiores coberturas do exame são nos foram identificadas em São Paulo (92,7%), Porto Alegre (90,6%) e Florianópolis (90,5%). As menores coberturas do exame estão nas cidades de Maceió (72,9%), Fortaleza, Distrito Federal e Belém (74,8%) e Natal (75%).

 

– Cai o uso de proteção solar. 39% dos brasileiros se protegem contra UV

De 2007 para 2008, a média nacional de frequência de proteção contra radiação ultravioleta (uso de protetor solar, chapéu ou sombrinha e roupas adequadas) caiu de 53,3% para 39%.  As maiores freqüências de proteção foram declaradas por moradores de Florianópolis (50,9%), Palmas (49,8%), Distrito Federal (47,7%) e Curitiba (47,2%), de acordo com o Vigitel. O Rio de Janeiro é a capital com o menor percentual de proteção, 30,8%.

Úlcera de Decúbito: a importância da nutricionista no tratamento

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Conhecida também como lesão cutânea, a doença tem quatro estágios e aumenta o período de internação do paciente.

Quando se fala em úlcera logo pensamos em problemas no estômago. Porém, o que muitos desconhecem é que este é o nome genérico de lesões superficiais em tecido cutâneo ou mucoso.

Uma afta, por exemplo, é uma úlcera na boca. Quando o problema ocorre no estômago ou no duodeno, temos a versão péptica. A de decúbito, muito comum em pessoas internadas ou com mobilidade restrita, acomete a pele. São as feridas cutâneas por falta de circulação sanguínea.

Vários fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da úlcera de decúbito como desnutrição, idade avançada, problemas vasculares e circulatórios, além da hipertensão.

“Outra possibilidade para o desenvolvimento da lesão é quando o paciente permanece um longo período em uma mesma posição, pois isso aumenta a pressão, umidade e temperatura do local”, afirma Dra. Lizandri Rangan, nutricionista do Hospital Bandeirantes.

Segundo Dra. Lizandri, o trabalho da equipe nutricional é essencial para que o processo cicatrizante possa acontecer, pois a administração de suplementos protéicos e calóricos ajuda a acelerar a melhora.

Este tipo de úlcera é comum em pacientes internados há no mínimo um mês, com pouca ou nenhuma mobilidade e quadro de desnutrição em andamento.

“O Hospital Bandeirantes tem se preocupado em melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e procura formas de evitar o desenvolvimento da úlcera de decúbito, que é muito dolorida e tem tratamento difícil. Além disso, o problema prolonga o tempo de internação”, ressalta a nutricionista.

No primeiro estágio, ainda não há úlcera propriamente dita e a lesão se parece com uma alergia, deixando o local irritado. Na fase dois, a pele encontra-se avermelhada e inflamada (possivelmente há bolhas) e as camadas superiores da derme começam a morrer.

A úlcera está desenvolvida quando a lesão chega ao terceiro estágio. Logo em seguida, há uma exposição das camadas mais profundas atingindo o tecido muscular (fase quatro) quando o mesmo é destruído. Em períodos mais profundos da doença, há a exposição do osso, lesões e, às vezes, infecção.

“Quando ocorre o rompimento da pele, a infecção torna-se um grande problema, já retarda a cicatrização das úlceras rasas e pode ser letal nas mais profundas”, alerta a nutricionista.

Em lesões mais avançadas, por terem um difícil tratamento, em alguns casos é necessário um transplante de pele saudável para a zona lesada. “Esse tipo de cirurgia nem sempre é possível, principalmente em idosos. Em infecções mais graves, antibióticos são usados, exigindo muitas semanas de tratamento”, conclui Dra. Lizandri Rangan

Chocolates – benefícios x malefícios

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É saboroso, auxilia o raciocínio, o coração e o bom colesterol. Mas também pode ocasionar fortes dores de cabeça e algumas irritações, entre outros probleminhas.

Amargo, ao leite, branco, com frutas ou crocante, diet ou light são apenas alguns dos sabores do chocolate, alimento produzido a partir do cacau. Esta delícia, a despeito de adoçar o paladar e a vida, durante muito tempo foi vista apenas por um equivocado lado negativo. Hoje, está mais do que comprovado que traz inúmeros benefícios ao organismo: “Ele contém teobromina e tiramina, duas substâncias que estimulam os neurônios, melhorando o raciocínio”, informa a nutricionista Renata Cristina Campos Gonçalves.

O chocolate ainda é bacana para o coração, pois age sobre o sistema muscular, favorecendo seu funcionamento. A presença do ácido oléico, encontrado no cacau, pode controlar os triglicérides e aumentar o bom colesterol (HDL), quando o consumo é parcimonioso.

“Aliás, o tipo amargo, feito do cacau puro e sem a adição das gorduras do leite, contém alto teor de flavonóides, antioxidantes que reduzem os riscos das doenças cardiovasculares”, pondera Dra. Renata.

Porém, vale frisar novamente que devido ao alto teor calórico não é recomendado que o consumo diário ultrapasse 30g para as pessoas saudáveis. Quem sofre com o excesso de peso, de intolerância a lactose ou a algum componente da fórmula deve procurar variações especiais que não prejudiquem sua condição.

É importante ressaltar também que os chocolates diet devem ser ingeridos apenas por pessoas diabéticas. Engana-se quem imagina que o seu consumo esteja relacionado a uma quantidade menor de calorias; apesar da isenção de açúcar contém quantidade de gorduras superior a dos convencionais.

Para os que buscam algo mais equilibrado em termos nutricionais, a melhor opção é o light que pode conter até 25% menos calorias.

Apesar dos inúmeros benefícios à saúde, pessoas sensíveis a componentes da fórmula podem desenvolver irritações na pele, no estômago e na mucosa intestinal, além de enxaqueca causada pela ação das substâncias vasodilatadoras presentes no chocolate.